quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Previdência aponta queda de 7,3% nos acidentes de trabalho em 2 anos

Dados do Ministério da Previdência Social (MPS) apontam que há tendência de diminuição das ocorrências de acidentes de trabalho. Entre 2008 e 2010, os casos reduziram 7,3% - o que corresponde a cerca de 54,5 mil casos a menos nesse período. Em 2008, foram 755,9 mil acidentes de trabalho e em 2010, 701,4 mil. Nesta sexta-feira, comemora-se o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho.De acordo com o Boletim Estatístico da Previdência Social (Beps), em junho de 2012, foram mais de R$ 1 milhão pagos em benefícios relacionados a acidentes de trabalho, tanto aposentadoria quanto auxílio-acidente, a cerca de 1,2 mil pessoas - uma média de R$ 845 por trabalhador.Segundo informações do Tribunal Superior do Trabalho (TST), os setores que mais registraram acidentes de trabalho em 2010, quando foi feito o último levantamento, foram a indústria e a construção civil, com mais de 59,9 mil e 54,6 mil casos, respectivamente. Em seguida estão os setores de comércio, veículos automotores, saúde, serviços sociais, transporte e armazenagem.RegiõesO Estado do Rio de Janeiro passou do segundo para terceiro lugar no ranking de acidentes de trabalho registrados na Região Sudeste, nos últimos quatro anos, de acordo com dados do Anuário Estatístico da Previdência Social, do Ministério do Trabalho. Em 2008, o Rio de Janeiro registrou mais de 50 mil casos de acidentes de trabalho. Em 2009, foram 49.597 casos e, no ano seguinte, esse número caiu para 40.384.São Paulo e Minas Gerais lideram o ranking e tiveram registrados 247.199 e 76.663 acidentes de trabalho, respectivamente. No país, foram registrados 701,4 mil acidentes de trabalho segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social."Isso significa que o Rio de Janeiro está se movimentando no sentido de reduzir esses números. Não a redução pela redução, mas no sentido de campanhas de prevenção de acidente de trabalho", disse a coordenadora do Grupo de Trabalho Interinstitucional (Getrin), órgão coordenado pela Secretaria Estadual de Trabalho e Renda, Maria Cristina Rodrigues.O juiz titular do Tribunal Regional do Trabalho, André Gustavo Villela, avalia que o maior desafio da magistratura e dos parceiros é a ideia de conscientização da responsabilidade com a segurança. Segundo ele, os jovens são o foco principal dessa conscientização, pois estão prestes a ingressar no mercado de trabalho."Eles reparam muito no que acontece em casa e são ótimos replicadores do conhecimento. É importante por causa da entrada deles no mercado de trabalho já com uma conscientização da questão de sua obrigação", disse.Villela lembrou que o País precisa se preocupar mais com a questão de segurança do trabalho, principalmente na área rural. De acordo com ele, apesar do crescimento da economia com o biocombustível a partir do etanol, o operário vinculado à colheita da cana-de açúcar ainda trabalha de forma precária."Fala-se muito em empregos verdes e em economia verde, mas a gente não pensa no ser humano. Muitas vezes, a gente pensa no meio ambiente e esquece de pensar no ser humano. Nós temos tido muita situação de emprego verde, mas com trabalhos marrons", disse.Números maioresPara a coordenadora do Getrin, Maria Cristina Rodrigues, que também é superintendente da Saúde, Segurança e Ambiente da Secretaria Estadual de Trabalho e Renda, o número de acidentes de trabalho na realidade é bem maior, já que existem acidentes que não são registrados e muitos trabalhadores autônomos."Os números são de acordo com a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) documentada. Na verdade, é um número que, no mínimo, deveríamos multiplicar por três. Se a gente considerar alguns estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e de algumas outras instituições, nós podemos dizer que acontecem cerca de 40 a 50 acidentes de trabalho por minuto", disse.Segundo a Lei 8.213, de 1991, é considerado acidente de trabalho qualquer eventualidade que acometa o profissional em seu espaço de trabalho - inclusive no trajeto entre o domicílio e o local de trabalho. De acordo com a legislação, também são consideradas acidentes de trabalho doenças adquiridas devido ao exercício do trabalho ou desencadeadas em função das condições específicas do trabalho, o que inclui doenças Retirado do site: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201207272032_ABR_81447984

Décima Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho segue até sexta


Foi aberta oficialmente nesta segunda-feira, 20/08, a X Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, organizada pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) da Prefeitura Municipal de Bauru, em parceria com a Secretaria Municipal da Administração.
A CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
Com o tema “Devemos ser a Mudança que Queremos Ver no Mundo” a X SIPAT acontecerá até sexta-feira, 24/08, e terá palestras sobre vários tópicos como primeiros socorros, uso e conservação de EPI, ética no serviço público, direção defensiva, manipulação de produtos químicos entre outros. Ao final de cada palestra será entregue o certificado de participação.
Neste ano, os funcionários interessados deverão se inscrever com antecedência pelo telefone 3235-1442, pois as vagas são limitadas. A Sipat acontece na Instituição Toledo de Ensino, na Praça IX de Julho, na sala do Júri.
Nesta segunda-feira foram realizadas as palestras “A CIPA – sua função, história e trabalho conjunto com a FUNPREV”, “A importância da atuação da FUNPREV na vida do servidor público municipal de Bauru”, “Direção Defensiva: a responsabilidade de motoristas e pedestres” e “Primeiros Socorros: Em caso de acidente o que eu faço...”.
Confira a programação da semana:

21/08 – Terça-feira
8h30 - “Uso, Conservação e Higienização de EPI”
10h30 -“A Comunicação Assertiva e sua importância no Ambiente de Trabalho”
13h30 -“Inclusão é mais que aceitação”
15h30 - “Tabagismo, Alcoolismo, Drogas como as mesmas influenciam no ambiente de trabalho”

22/08 – Quarta-feira
8h30 - “Avaliação Funcional do servidor público municipal de Bauru”
10h30 -“Avaliação Funcional do servidor público municipal de Bauru”
13h30 -“Avaliação Funcional do servidor público municipal de Bauru da Secretaria de Saúde”
15h30 -“Organização do Ambiente de trabalho”

23/08 – Quinta-feira
8h30 - “Ética no Serviço Público”
10h30 – “Assédio Moral”
13h30 - “Saúde da Mulher”
15h30 - “Manipulação de Produtos Químicos no Cotidiano de Todos Nós”.

24/08 – Sexta-feira
8h30 - “Motivação e Doenças Ocupacionais”
10h30 -“DST-AIDS, sua relação com o uso de drogas e a influencia das mesmas no ambiente de trabalho”.
13h30 -“Saúde do Homem”
15h30 - Homenagem aos ex-presidentes da CIPA

Paraná aparece entre os estados com maior índice de acidente de trabalho do país


O Paraná apresenta a terceira maior incidência de acidente de trabalho dentre os estados brasileiros: 13,67 a cada 100 mil trabalhadores. As estatísticas de morte no trabalho também são preocupantes. Embora na década de 1990 a média no Estado fosse de 32 óbitos em 100 mil, a taxa atual é de 7,98 mortes, ainda acima da média nacional de 7,4.
Os dados, disponíveis no Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) e foram apresentados pela auditora fiscal do trabalho June Rezende. Segundo ela, ainda há um longo caminho a se percorrer para mudar esse panorama. “Nós estamos matando muito”, resumiu.
A infraestrutura aquém das necessidades contribui para os dados alarmantes. “O Paraná ainda não possui serviço de saúde especializado para o trabalhador”, acrescentou.
Se o Paraná não aparece bem ranqueado entre os Estados brasileiros, o próprio país também não figura bem nas estatísticas mundiais. A taxa de mortalidade a cada 100 mil trabalhadores, 7,4 no Brasil, representa quase o dobro dos dados de Portugal (4), e é quatro vezes superior à taxa da União Europeia (2 mortes).
De acordo com os últimos dados disponíveis, a probabilidade de óbito no trabalho no Brasil é superior a de países como Tailândia, Malásia e Equador. Diante desse panorama, a auditora June Rezende apresentou projetos que podem ser implantados para melhorar esse quadro. As informações são do site do TRT-PR.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ministério do Trabalho interdita pintura do Palácio do Governo de RO


Na manhã de terça-feira, o Ministério do Trabalho (MT) através da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia, interditou o trabalho de pintura do Palácio Presidente Vargas, sede do governo do estado, localizado na Avenida Presidente Dutra, Centro de Porto Velho. O MT apurou irregularidades nos andaimes utilizados na obra. Após os problemas serem sanados pela empresa contratada, o órgão realizará nova fiscalização para liberar o andamento da pintura. O auditor fiscal do ministério Juscelino José Durgo diz que o termo de interdição será mantido até que os problemas sejam eliminados. "Será necessário que itens de segurança sejam prontificados para a segurança dos trabalhadores. Deve ser instalada na obra a forração do piso de trabalho, instalação de roda-pé, ancoragem da estrutura do andaime no prédio e outras coisas", explica. Após a correção das irregularidades, a administração do Palácio do Governo deve entrar com requerimento para que seja realizada uma nova vistoria. "Caso tudo esteja regularizado, a obra será liberada para conclusão", diz Juscelino. Os trabalhadores da obra, que não quiseram se identificar, disseram ao G1 que estavam usando todos os equipamentos de segurança necessários para este tipo de trabalho, e que o engenheiro da obra já foi avisado e fará nova vistoria. O Departamento Obras e Serviços Públicos (Deosp) diz que só irá se pronunciar após receber a notificação oficial do Ministério do Trabalho.

Segurança e saúde no trabalho: Brasil e Alemanha assinam acordo de cooperação


O Ministério da Previdência Social e a Organização Ibero-Americana de Seguridade Social participam do acordo como intervenientes
Da Redação (Brasília) – Acordo de cooperação técnica em segurança e saúde do trabalho foi assinado, hoje (14), no Ministério da Previdência Social, em Brasília, entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Seguro Social de Acidentes Alemão (DGUV – Deutsche Gesetzliche Unfallversicherung). O Ministério da Previdência Social (MPS) e a Organização Ibero-Americana de Seguridade Social participam do acordo como intervenientes. Tenho a certeza de que teremos o cumprimento deste acordo no sentido de um maior bem estar, sobretudo para a nossa população previdenciária, afirmou o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, após apresentar o documento e agradecer o trabalho de todos os que colaboraram para a realização do acordo. O ministro fez uma exposição sobre a Previdência Social brasileira à delegação alemã e informou que o país está buscando soluções para minimizar os efeitos do envelhecimento da população. Para Mauro Luciano Hauschild, presidente do INSS, a experiência do DGUV ajudará com as metas institucionais do Instituto no que tange aos processos de proteção do trabalhador e de reinserção do trabalhador no mercado, além da prevenção de acidentes. Mauro completou que o acordo também contribuirá para que, ao final, menos pessoas estejam afastadas do trabalho. Joachim Breuer, diretor do DGUV, afirmou que a Alemanha vive um momento de grande desafio que pode ser sintetizado em duas questões principais: a intensa mudança demográfica pela qual passa o país e o prejuízo que a crise econômicaatual está causando para a Seguridade Social. Breuer ressaltou a importância da cooperação para minimizar as dificuldades de todos os países e afirmou: vivemos em um mundo em que, através de atividades conjuntas, podemos alcançar resultados melhores. desenvolvimento de estudos, pesquisas e análises de interesses comuns; a participação em conferências; a capacitação de técnicos; a troca de experiências e coordenação de ações conjuntas, no âmbito de segurança e saúde no trabalho; a organização de seminários e reuniões técnicas e a prestação de assessorias em temas de interesse comum estão entre os objetivos do acordo. (Rafael Toscano)
Fonte: INSS


Governo Vai Criar Politica Nacional de Segurança do Trabalho


O governo vai criar a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho para diminuir o número de acidentes nas atividades laborais. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a política será instituída por meio de decreto da presidenta Dilma Rousseff. "O aumento na geração de empregos no país não está  acompanhando as medidas de segurança no trabalho e isso é muito preocupante", disse Lupi, durante solenidade na manhã de ontem (28) no auditório do ministério, para lembrar o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho e o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho. O presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, informou que a corte vai lançar na terça-feira (3) uma campanha para a prevenção e redução dos acidentes do trabalho e da ocorrência de doenças profissionais no país. A campanha vai ser feita com inserções no rádio, TV e na internet.  Ainda não há dados atualizados sobre o índice de ocorrências em 2010, segundo o presidente do TST. "A precariedade das informações e a demora do conhecimento dos dados impede a implementação de medidas mais eficazes de prevenção." Dalazan teme que as obras do PAC agravem as estatísticas de acidentes, pois a Construção Civil é o setor campeão de casos, segundo as estatísticas. Em seguida, está o setor elétrico, o metalúrgico e o de transportes. Dados do Anuário Estatístico da Previdência Social de 2009 demonstram que ocorre em média um acidente de trabalho a cada três minutos. No Brasil foram 78.564 acidentes ocorridos no trajeto para o trabalho; 20.756 casos de doenças decorrentes do trabalho; 414.785 acidentes ligados à profissão; Estima-se que cerca de 30% dos acidentes atinjam mãos, dedos e punhos. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em todo o mundo ocorrem 270 milhões de acidentes de trabalho e são registadas mais de 160 milhões de doenças profissionais a cada ano. Esses acidentes e doenças profissionais causam, anualmente, mais de 2,2 milhões de mortes e provocam uma redução de 4% no PIB mundial.

Retirado do site: http://www.segurancanotrabalho.eng.br/noticia/25062011.pdf

Acidentes do trabalho diminuem, mas mortes aumentam


A 19ª edição do Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS), divulgada nesta terça-feira, 25 de outubro, apontou uma diminuição dos acidentes de trabalho em 2010 com relação a 2009. Mas o número de trabalhadores que perderam a vida por acidente de trabalho aumentou no último ano.  Segundo o Anuário, em 2010 foram registrados 701.496 acidentes contra 723.452 em 2009. Apesar disso, foram registradas 2.712 mortes no último ano, sendo que em 2009 foram registradas 2.560. De um modo geral, o número de acidentes foi menor no ano passado em relação aos anteriores. Foram 525.206 com CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) registrada, sendo 414.824 acidentes típicos e 15.593 relacionados a doenças ocupacionais, enquanto que no caso dos acidentes de trajeto houve elevação,saltando de 90.180 em 2009 para 94.789 casos em 2010. O número de acidentes sem CAT registrada também foi mais baixo, 176.290. Em todas as regiões do país a quantidade de acidentes diminuiu. No Norte foram 29.220, 89.485 no Nordeste, 378.564 no Sudeste, 156.853 no Sul e 47.374 no Centro-Oeste. Já o número de óbitos aumentou em todas as regiões, sendo 170 no Norte, 446 no Nordeste, 1.288 no Sudeste, 497 no Sul e 311 no Centro-Oeste. 

Os dados do Anuário Estatístico estão disponíveis na guia Estatísticas do site do Ministério da Previdência Social (www.previdencia.gov.br). Para acessá-los diretamente, clique em : 
  
Fonte: http://www.previdencia.gov.br/conteudoDinamico.php?id=1144